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23 de Abril de 2018 Destaques Review Séries
Jane the Virgin e sua enxurrada de plot twists
Jane the Virgin e sua enxurrada de plot twists (Reprodução)

Para quem não conhece/acompanha essa belezinha chamada Jane the Virgin, informo que este post terá muitos spoilers da season finale da 4ª temporada e sugiro que leiam o porque essa série é tão boa que nem parece da CW.

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Mas vamos ao que interessa: a grande reviravolta inesperada dessa season finale maravilhosa.

Jane the Virgin não é uma série que economiza nos plot twists e situações inesperadas. Afinal de contas, a proposta da série é seguir um caminho novelesco estilo as telenovelas latinas, com muitas descobertas inusitadas e dramas exagerados. Mas ao utilizar essa fórmula combinada com um elenco talentosíssimo e um roteiro bem escrito e divertido, a série consegue nos surpreender das mais variadas formas, tirando cartas da manga que talvez se fossem utilizadas em um outro estilo de série, não funcionariam tão bem quanto funcionam aqui.

O que torna Jane the Virgin uma série tão boa é justamente esse mix de dramalhão mexicano, comédia bem utilizada e divertida, a leveza e representatividade e, claro, a capacidade de nos deixar de queixo caído. Essa última teve um papel bem maior nesta season finale que trouxe 2 grandes reviravoltas decisivas para a temporada e que serão responsáveis por bagunçarem totalmente a vida dos protagonistas (e de quebra nos deixar comendo todas as unhas à espera da próxima temporada).

A 1ª e talvez mais importante: a descoberta que Michael está vivo! Sim, o grande amor da vida de Jane que faleceu na 3ª temporada está de volta. Justo agora, quando Jane e Rafael estavam prontos para dar o próximo passo e, mais importante, Jane finalmente se permitiu a amar e querer construir uma vida com alguém novamente. Porque essa descoberta é tão mind blowing? Bem, quem acompanha a série sabe muito bem como foi o baque da morte de Michael e como achamos que nada voltaria a ser o que era antes. Mérito da série, que nos faz imergir tão profundamente nos dramas da vida de Jane que nos sentimos na pele da mesma. O episódio terminou com essa bomba jogada na nossa cara (e na cara de Jane) e ficamos sem palavras.

Aplaudo a série pela ousadia e por nos mostrar que tudo realmente é possível em Jane the Virgin. E, sinceramente, não encaro esse fato como um ponto negativo ou falta de imaginação dos roteiristas. Para quem achava que a justificativa da morte do Michael era somente para manter o caminho livre para Jafael serem endgame, aqui está uma grande interrogação e uma oportunidade única para a série se reinventar mais uma vez e mostrar a força da sua trama e de seus personagens. Espero que na 5ª temporada tenhamos explicações convincentes e realistas, dentro do realismo que a série propõe, claro, e que essa controvérsia seja bem trabalhada. Afinal de contas, Michael foi um personagem extremamente especial e único, vê-lo retornar até aquece o coração, mas se essa situação não for bem evoluída, há chances sim de ser um tiro no pé. Prefiro ver como uma super oportunidade!

A 2ª reviravolta é relacionada à minha personagem preferida: Petra Solano. De longe uma das personagens com maior desenvolvimento da série, nesta temporada vimos uma face de Petra que nunca havia sido mostrada antes. A entrada de J.R. (Rosario Dawson) e seu envolvimento amoroso com Petra foi um dos pontos mais positivos desta temporada. Uma vez que estávamos órfãos do casal LGBT da série (Luisa e Rose, que continuem separadas, ninguém merece aquele relacionamento abusivo e absurdo), desenvolver a atração até a paixão de Petra por J.R. foi super interessante e elevou a personagem a um novo nível. Petra esteve vulnerável e mais aberta à expressar seus sentimentos (até mesmo confessou que ama Jane), claro, sem perder sua essência e personalidade únicas. A cada dia fico mais fã de Yael Grobglas, que já provou seu talento ao interpretar a irmã gêmea Anezka e vem se mostrando cada vez mais talentosa.

Pois bem, a revelação que tivemos sobre Petra na season finale foi que, ao contrário do que a mesma afirmava desde o início da temporada e que custou a carreira da sua amada J.R., Petra foi sim responsável pela morte de Anezka. A revelação foi completamente emocional e triste, uma vez que a própria J.R. descobriu e arrancou a confissão de Petra, deixando-a desolada e arrasada. Como se não fosse o bastante, Petra ainda sofre uma tentativa de assassinato e é salva no último momento por J.R. (socorro, tem como não shippar?) que intervém e atira no/a assassino/a, porém, não nos é revelado quem é a pessoa.

Por um breve momento, a impressão que fica é que J.R. é que é baleada e agradeço aos roteiristas por não terem feito isso com uma personagem tão maravilhosa e que ainda tem muito a acrescentar na história. Mal vejo a hora de descobrir quem tentou assassinar Petra e o porque e, principalmente, saber o que vai acontecer com esse casal lindo que foi construído de uma maneira super legal e envolvente. Porém, fico indignada que a fada Petra não consegue ter um momento de felicidade duradouro e acho que podiam pegar mais leve com ela.

Essa temporada de Jane the Virgin teve sim altos e baixos, porém não perdeu sua identidade e fôlego nem por um segundo. Acredito que um dos prós foi a menor participação de personagens que já estão cansativos e saturados como Anezka, Rose (apesar de ter tido grande influência nos eventos finais) e Luisa. A série conseguiu nos deixar com aquela ânsia de saber o que vai acontecer e desenvolver de maneira coesa os personagens que amamos e acompanhamos há 4 anos. Nos resta aguardar pela 5ª temporada (e, de acordo com Gina Rodriguez, provavelmente a última) e torcer para que tenhamos conclusões justas para os plots que foram reabertos.

E você? O que achou dessa season finale babadeira?

 

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