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27 de Fevereiro de 2018 Filmes Review
Resenha | A Maldição da Casa Winchester


Resenha | A Maldição da Casa Winchester (Reprodução)

Sinopse
O filme (baseada em fatos reais) conta a história do projeto da Sra. Winchester (Helen Mirren) de expandir sua mansão indefinidamente. De início temos a informação de que o marido da Sra. Winchester havia falecido, deixando a empresa fabricante de rifles Winchester em posse da viúva. Assombrada pelas lamúrias dos mortos pela arma que sua própria empresa fabrica, a Sra. Winchester se comunica com os mortos de maneira a tentar apaziguar seus espíritos, reproduzindo os cômodos onde os espíritos foram mortos quando eram vivos e trancando os espíritos até que ele possa alcançar a paz e fazer a passagem para o outro mundo. Daí surge a trama do filme: uma grande casa assombrada que funciona como um asilo para espíritos em sofrimento, e com quem apenas a anfitriã é capaz de se comunicar. Questionando a sanidade da atual dona da empresa, os sócios da companhia Winchester contratam o doutor Eric Price (Jason Clarke), brilhante psicólogo, para fazer uma análise psicológica com o intuito de averiguar se a Sra. Winchester é capaz de gerir a empresa. O próprio doutor tem em seu passado uma relação íntima com os produtos da família Winchester, o que o torna uma peça essencial para a narrativa.

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Crítica
Logo no início do filme já presenciamos o primeiro jump scare, que nada impressiona. Ao longo de todo o filme, a narrativa usa uma fórmula de silêncio e preparo para o jump scare, sendo eficaz apenas em dois ou três momentos. Em termos narrativos, o filme segue o molde de dar à ciência do horror ao personagem feminino central, que sofre descrença na maior parte do filme pelos outros personagens, para que mais tarde o personagem masculino co-protagonista passe a acreditar nela e possa assumir o papel de solucionador do problema-chave. Em suma, a história não traz nada de realmente inovador em um filme de terror e o fato de ser baseado em fatos reais em nada ajuda o filme a se tornar interessante. Contudo, é razoavelmente interessante analisar de um ponto estético e atmosférico a mansão do filme, que em termos práticos é quase difícil definir como um microcosmo devido à sua quase infinita proliferação ao longo do cenário. Entretanto, a verdadeira graça do filme se encontra na história dos personagens e como isso se relaciona de forma intrínseca com a trama. Na maior parte do filme a narrativa joga informações avulsas, dando um ar de mistério e suspense que culmina posteriormente em uma grande catarse, dando sentido à história para que o filme possa alcançar seu desfecho, que infelizmente deixa a desejar comparado ao resto do filme. A atuação dos personagens do filme é feita de forma decente, mas nada que mereça uma observação, o que é um pouco triste, considerando a presença de Helen Mirren, indicada à diversas premiações e vencedora de muitas delas. Em resumo, é um filme que diverte fãs do gênero de terror, mas como filme não apresenta nada de espetacular.

Opinião (com spoilers)
Particularmente, é um filme que considerei ligeiramente cansativo a maior parte do tempo. Nos é apresentado uma fórmula datada de contar histórias e nada de realmente significante é apresentado na grande parte. Talvez o que faça prender sua atenção é o preparo para os jumpscares, que em sua maior parte não vingam. Contudo, posso dizer que apreciei o arco em que o doutor começa a aceitar a existência dos espíritos, fazendo com que encontre a alma de sua esposa e neste momento nós temos a fase da jornada do herói onde ele cai e retorna com o elixir, sendo esse elixir o perdão a si próprio por não acreditar na capacidade da esposa de falar com espíritos e declará-la esquizofrênica. Mas por mais que eu tenha gostado desse momento, me é triste o fato do homem ser a chave para solucionar o problema quando a verdadeira protagonista é uma mulher de profundidade, embora o filme não possa demonstrar o quão vasta esta profundidade poderia ser. E o outro fator que me causou estranhamento é o fato do filme trazer de maneira sutil uma crítica ao porte e uso das armas de fogo, mas escolhe como solução do problema final o uso da arma de fogo, chegando a causar uma ironia não prazerosa.

 

Resenha por Mario Maundrell

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