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24 de Fevereiro de 2018 Filmes Review
Resenha | Fullmetal Alchemist


Resenha | Fullmetal Alchemist (Reprodução)

Quando um live action de algum anime famoso é anunciado automaticamente se torna polêmico entre fãs. Uns sempre são mais fervorosos e não aceitam qualquer mudança. Como em muitas adaptações eles sempre mudam alguma coisa do personagem e já começa toda a discussão sobre infidelidade na história. Mas no caso de Fullmetal Alchemist, as imagens divulgadas provaram que pelo menos o visual dos personagens estava fiel, trazendo um figurino lúdico e bem destacado. Algumas pessoas estavam ansiosas e curiosas com esse longa. Mas será que deu bom?

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A história segue dois irmãos alquimistas que, ao fracassar em uma alquimia para trazer sua mãe de volta a vida perderam parte de seus corpos. Edward perdeu um braço e uma perna as substituindo por próteses de aço, enquanto Ali perdeu só o corpo todo, estando com a alma presa em uma armadura. Agora ambos precisam encontrar a poderosa pedra filosofal que pode ser a chave para conseguir o corpo de Ali de volta.

Um universo rico como esse merecia ser apresentado de forma mais contemplativa. Toda a questão da alquimia, o mundo meio cyberpunk e seus personagens são muito interessantes. Por exemplo, Ali tem uma carga dramática pesada, ao mesmo tempo que ele se culpa pelo ocorrido com seu irmão, ele tem aquele desejo de sair daquela armadura. Enquanto Edward se culpa pelo estado do irmão e por fracassar ao tentar trazer a mãe de volta. Essa relação entre os irmãos é interessante demais. Na verdade, enquanto assistia a essa nova produção da Netflix/Warner me pegava pensando o quão rica ela seria se fosse mais bem feita. Infelizmente não é o caso.

Acontece que temos aqui um filme de duas horas apressado demais. Ele tenta mostrar tanta coisa que acaba não desenvolvendo nada. O filme se torna chato, inchado e fica difícil se apegar aos personagens para o mínimo de investimento na história. Bom, isso pode ter acontecido para o longa ser o mais fiel possível ao mangá e agradar os fãs. Mas quando se adapta para o cinema, se precisa que todos entendam e comprem aquele universo. Um filme é feito para todos os públicos e não apenas para fãs.

O anime tem uma sequência bem famosa que é a parte da Kimera falante. O diretor adapta essa sequência de forma tão corrida que nem desenvolve os personagens que precisa para o drama funcionar. Esse é um problema que percorre o filme inteiro: a sensação de estar assistindo a algo resumido. Então uma cena que tinha todo potencial do mundo para nos fazer chorar, acaba sendo só mais uma. Ainda sobre a direção, com exceção de duas cenas, não cria nada interessante ou empolgante.

A trilha sonora é bem bacana, as vezes. Ela consegue andar junto naquele ambiente trazendo sons de sopro muito semelhante aos jogos de RPG. Nos melhores momentos a trilha me dá uma sensação de nostalgia dos jogos de RPG à la Nintendo e PlayStation. Mas pena que em alguns momentos a trilha se torna óbvia demais, como tocar a música Happy em um momento de felicidade (isso é só um exemplo, não está no filme).

Os efeitos visuais são funcionais. Nada que encha os olhos, mas nada que atrapalhe. A que mais me surpreendeu foi a composição da armadura do personagem Ali, muito bem feito. Agora, me incomodou um pouco a caracterização do personagem Edward, aquela peruquinha… argh.

Os vilões não me incomodaram. Eles não representam uma ameaça, mas também não são um desastre. Tirando uma cena involuntariamente engraçada, eles são o de menos no longa.

Fullmetal Alchemist não é inassistível, tem elementos que podem agradar aos fãs. Mas é longo e pouco desenvolvido para sentirmos o mínimo de empatia, se transformando em uma aventura entediante.

 

 

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