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31 de Janeiro de 2018 Destaques Filmes Review
Resenha | Sobrenatural: A Última Chave
Resenha | Sobrenatural: A Última Chave (Reprodução)

A série de filmes Sobrenatural, conseguiu uma quantidade considerável de fãs pelo mundo. O fato de pessoas entrarem no mundo macabro é bem interessante. Mas como Hollywood não consegue dizer chega, vamos a um quarto filme que definitivamente não precisava.

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Dessa vez seguimos a doutora Elise Rainier (Lin Shaye) e sua equipe (Leigh Whannell e Angus Sampson) que precisam investigar uma força sobrenatural em uma casa no Novo México. Lugar onde Elise viveu sua conturbada Infância.

O filme é dirigido por  Adam Robitel, que guia o filme com pouca visão. Não sentimos o mínimo de atmosfera fantasmagórica que esse tipo de longa precisa causar. É uma sucessão de sustos baratos em volta de personagens que não transmitem o mínimo de carisma. Até que a sequência inicial consegue nos deixar envolvidos, mas aos poucos vamos percebendo a total falta de fluides narrativa.

O roteiro escrito por Whannel, que também atua no filme, não consegue trabalhar seus personagens. O resultado é a nossa falta de investimento neles. A protagonista consegue impor um pouco de carisma, mas é borrada pelos personagens secundários que não resistem em dar uma de engraçadinhos durante o longa. Aviso a roteiristas, se vocês vão mesclar horror com comédia, que comprem a besteira e saibam introduzir um no outro. Aqui, além das piadas serem bobinhas demais, nunca conseguem ser engraçadas o suficiente e isso nos tira da história. Ou o filme se leva a sério ou ele assume a farofa, os dois juntos não dá.

Não posso negar que o filme vai assustar, ele vai, apelando pro bom e velho Jumpscare. Até teve um que envolve uma mala que foi bem criativo e um plot bem surpreendente na metade do longa. Existe algo interessante também na forma que ele lida com as sombras. Sempre vimos uma roupa pendurada que nos leva a pensar que tem algo ali, mas tudo está na imaginação. São momentos legais, sim, mas curtos demais para salvar o filme.

As interpretações vão de quase nada a qualquer coisa. A protagonista consegue projetar em tela seus medos e lembranças, mas o resto do elenco está muito prejudicado. Enquanto um faz um personagem criar um vínculo emocional por um objeto tão idiota, apenas para poder entrar na casa e se dar mal. O outro dirige os atores de forma que as possíveis emoções pareçam perdidas. Ah não ser a atriz Caitlin Gerad que faz a sobrinha da protagonista, sua falta de talento não é culpa da direção.

Se o ato final desse filme fosse mais ridículo ele explodiria. Sem inspiração, sem gás, sem nenhum momento que nos faça ficar apavorados ou eufóricos. Até a criatura consegue ser banal nessa hora. O ato final deve ser o melhor dos atos e esse filme termina muito pior do que começa.

Sobrenatural: A Última Chave pode desapontar os fãs dos filmes anteriores por não apresentar nada muito interessante ao universo. O filme até flerta com algumas boas ideias. Mas se prejudica tanto no meio desse flerte que só consegue nos fazer sair do cinema com uma cara de total indiferença. E indiferença é a pior expressão que podemos sentir ao sair de um filme.

 

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