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4 de Dezembro de 2017 Destaques Filmes Review
Resenha | Assassinato no Expresso do Oriente


Resenha | Assassinato no Expresso do Oriente (Reprodução)

Alguns filmes nos convencem apenas pela produção de arte, alguns nos ganham só no final demonstrando maturidade e um bom desenvolvimento de roteiro, outros pelo elenco e as vezes apenas um personagem já nos mostra que valeu a pena o ingresso. Bom, Assassinato no Expresso do Oriente impressionantemente consegue tudo isso em apenas 114 minutos de filme.

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Com uma atuação e direção fantástica de Kenneth Branagh (Thor, Hamlet) junto à uma EXCELENTE direção de arte, entendemos o motivo da especulação à indicação ao Oscar 2018.

hercule poirot

Hercule Poirot, como ele mesmo se intitula é “Provavelmente o melhor Detetive do mundo”. Um tanto quanto metódico e observador, o protagonista nos lembra ligeiramente Sheldon (Big Bang Theory) por não conseguir fazer as coisas fora de um padrão estipulado e isso ter se tornado um fardo, mas ao mesmo tempo é o que ajuda a ver o mundo de maneira diferente.

O modo como Hercule é demonstrado por Branagh é simplesmente fantástico, com todo um figurino caricado, fazendo referência aos estereótipos de detetives do Século XIX, nos convencemos de sua competência sem achar forçado.

Os demais personagens interpretados por um elenco MONSTRO como Michelle Pfeiffer, Josh Gad, Judi Dench, Johnny Depp, entre outros, também segue a mesma linha de atuação, todas as características bem definidas ajudam no rápido desenvolvimento dos personagens. — Um trabalho muito competente de direção, visto que o filme tem um tempo relativamente curto.

Elenco

No desenrolar do filme, como o título já sugere, um assassinato acontece assim que o trem é atingido por uma avalanche repentina, e é aí que a trama se desenrola.

O interessante da direção é que todas as pistas apresentadas à Poirot também nos é apresentada, assim temos a oportunidade de desvendar o mistério junto com o detetive, porém, é claro, só percebemos isso no final. — O terceiro ato, a resolução do caso nos lembra muito os filmes inspirados nos livros de Dan Brown, onde todas as pistas são encaixadas e percebemos que a solução sempre esteve na nossa cara. O roteiro conspira para que não consigamos ver, mas sendo leal e não escondendo nada de quem assiste.

Por ter um ponto de vista sobre o mundo onde tudo está ou não, de sempre existir o certo e o errado, Hercule é confrontado por sua própria consciência. Ao entender a motivação do crime, suas convicções são testadas… É possível justificar um crime? Como a justiça deveria ocorrer? Como lidamos com a nossa consciência?

Questionamentos que podemos levar para nós, nos dias de hoje mais do que nunca.

Crítica Dark

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