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19 de outubro de 2017 Filmes Review
Resenha | A Morte Te Dá Parabéns (2017)
Descubra o que achamos sobre “A Morte Te Dá Parabéns”

Resenha | A Morte Te Dá Parabéns (2017) (Reprodução) A Morte Te Dá Parabéns
Juliana Dias

Sinopse: Acompanhe a historia de Tree (Jessica Rothe), uma típica adolescente de fraternidade que, repentinamente, passa a reviver o dia de sua morte até que consiga descobrir a identidade de seu assassino.

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Em “A Morte te da Parabéns” somos de cara apresentados a personagem principal, Tree, interpretada pela atriz Jessica Rothe, que atuou também em La la land). Completamente mesquinha e egocêntrica, Tree se vê no meio de inúmeros possíveis assassinos (consequência do seu jeitinho de ser), o que confere ao filme um maior grau de mistério que vai, aos poucos, sendo resolvido com as inúmeras pistas oferecidas. Ao longo do filme, conseguimos observar uma evolução na personagem — causando uma inesperada simpatia entre o público e a protagonista. Tree demonstra, aos poucos, uma face totalmente divergente e amadurecida da que é mostrada nas primeiras cenas.

Assumo que fui assistir ao filme com os dois pés atrás: acreditava que haviam grandes chances de ser uma perda de tempo. Acontece que, então, me surpreendi! É um filme fácil, simples, com um roteiro direto e cenas realmente engraçadas. O tema de volta no tempo pode até já ter ficado um pouco “saturado” porém aqui conseguiram ter um resultado bem interessante, e o envolvimento do público na busca até descobrir a identidade do assassino (aliado ao fato de o filme te dar pistas) deixa a trama mais envolvente e não tão óbvia.

Poster oficial de "A morte te dá parabéns"

Poster oficial de “A morte te dá parabéns”

No que se refere à técnica do filme, há de se destacar os plano-sequências referentes à Tree voltando a vida! São, sem dúvidas, deliciosos de se assistir e sempre de uma maneira diferente. As mortes não são necessariamente pensadas ou assustadoras, o que torna o filme leve e, consequentemente, mais atraente para um público mais amplo. As referências à “Feitiço do Tempo” aliadas a assassinato, piadas e uma paleta de cores eficiente que acompanha toda a evolução da personagem (alô fãs de paletas de cores!) também são fatores que chamam a atenção ao se analisar o filme.

Ao fim da sessão, a obra mostra que, em alguns momentos, precisamos de um choque de realidade para que possamos perceber quem nós somos e quem gostaríamos de ser. Assim como em Feitiço do Tempo, é preciso que demos valor as pequenas coisas e, acima de tudo, sejamos menos egoístas. E não posso esquecer, por fim, de salientar que o filme torna explícito e bate bastante em um ponto importante e que muitas vezes acaba em segundo plano em nossas vidas: a importância da autocrítica e de assumir os nossos erros sem deixar que afete o nosso orgulho!

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