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6 de junho de 2017 Filmes Review
Resenha | Corra!


Resenha | Corra! (Reprodução)
Marcelo Henrique

SINOPSE:
Ao ser convidado pela namorada Rose (Allison Williams) para passar um final de semana na casa dos pais, Chris (Daniel Kaluuya) cria dezenas de possíveis objeções pelo fato de ser negro. Ao chegar na casa dos pais da moça, Chris se depara com um ótimo tratamento, mas depois de perceber um comportamento MUITO estranho dos empregados, passar por sessões de hipnose e convidados mal-educados, as coisas já não parecem mais tão legais como antes.

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ENREDO:
Se alguém deve ser reconhecido e parabenizado pelo filme, esse alguém é o diretor Jordan Peele (Cegonhas, 2016). Mesmo não tento filmes de terror no currículo, Peele consegue nos transmitir uma mistura de terror, suspense e até comédia de uma maneira MUITO convincente e com uma abordagem sobre o racismo.
O primeiro ato se resume na chegada à casa dos pais de Rose. No início, o filme opta por uma narrativa calma e com foco nos diálogos do casal. Neste meio tempo a trilha sonora é quase inexistente e desde já podemos notar um clima meio denso, exceto pela participação do melhor amigo de Chris, Rod, interpretado pelo ator Lil Rel Howery

No final do primeiro ato até o início do terceiro o filme fica um pouco arrastado, provavelmente para desenvolvimento de personagens e explicação de contextos.

Chris se mostra M U I T O intrigado com os empregados da casa, além de todos serem negros são meio ~robóticos?~ e não demonstram qualquer tipo de emoção. O mais estranho é que sempre que Chris tenta construir um diálogo a frase padrão é: EU NÃO ESTOU SENDO FORÇADO EU AMO ESSE LUGAR!!!!!!!!! (Cara, isso é muito bizarro).

Como se já não bastasse os empregados, os pais de Rose não ficam muito atrás. O Pai (Bradley Whitford) é um cirurgião egocêntrico que passa o filme inteiro mostrando as conquistas da família, a Mãe (Catherine Keene) é uma psicóloga descontrolada viciada em hipnose e o irmão é um coringa mal resolvido (Seria engraçado se não fosse trágico); Apesar do esforço, a atuação do ator Caleb Landry Jones é muito ruim, totalmente caricata e sem profundidade nenhuma.

É no terceiro ato é que o filme mostra seu valor.
Acabando com a lentidão, é explicado a história dos escravos empregados negros, nos é apresentado um conceito de hipnose muito bem interpretado e o motivo pelo até então desconhecido orgulho do pai pela história da família é revelado.
O desfecho é ÓTIMO e o plot twist foi genial.


CONCLUSÃO:
É um ótimo filme, que além de abordar um tema delicado como racismo com grande responsabilidade (O que é importante) conta com uma direção de fotografia muito boa e a interpretação intacta do carinha da bike de Black Mirror, Daniel Kaluuya. (O cara chora sem piscar os olhos.)  

CURIOSIDADES:

  • O final original seria pessimista e teria um verdadeiro policial chegando na estrada ao invés do amigo de Chris, o Rod.
  • No fim, Rose está comendo cereal colorido, mas deixa o leite separado. É um tipo de referência a não misturar coisas brancas com coisas não-brancas.
  • A Noite dos Mortos Vivos (1968), o primeiro filme de horror protagonizado por um negro, foi uma forte influência.
  • O diretor e roteirista Jordan Peele fez sua estréia na direção aqui em Corra..  Antes, ele era conhecido por seus trabalhos em comédia, como a série Key & Peele e o filme Keany (2016).

 

FONTES: 

  1. UOL – Cinema
  2. Globo.com

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